segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sobre o que não poderia faltar!



Amigo que é amigo fala assim, ó: “quer um tema? Fala de amizade”. Como se fosse fácil, né?! Por isso mesmo é que eu gosto dos meus amigos!

Brincadeiras à parte, preciso admitir a minha total dependência com relação aos amigos. Mesmo aqueles que estão longe agora parecem exercer uma tal influência na minha vida, que eu prefiro “gastar” todas as minhas horas de folga plantada em frente ao computador conversando com eles, a fazer qualquer outra atividade menos sedentária e mais... humana, por assim dizer (espero que isso seja ao menos minimamente normal).

Antes de me tornar por demais nostálgica (esse é um péssimo hábito que aflora de mim sempre que o tema é amor), digo logo que amigo de verdade não tem frescura e nunca é visita: se não tem cadeira, azar... sente no chão se quiser (ou vá à procura de uma pela casa); se ficou tarde, “fora daqui, eu quero dormir e pronto”. Isso até pareceria meio rude, não!? Mas quem é gentil o tempo todo!?

O gosto por amizades “moleque” sempre fez parte de mim. E as relações assim são as melhores e mais duradouras... é muito chato ter que sorrir sempre, fazer sala sempre e achar tudo sempre divertidíssimo. Prefiro a convivência em seu sentido completo, com dias completamente ensolarados, em que tudo é festa, e também com os dias nublados, nos quais, quer um conselho? Me deixa!

Descobri agora um novo tipo de amizade: a amizade perdida (tenho ótimos exemplares em casa... e na terra natal). Nessa relação, “tudo o que obviamente não presta” é o que mais interessa e, inclusive provoca gargalhadas despropositadas à 1:30 da manha. Nessa modalidade de relacionamento há espaço para presenças tanto físicas quanto virtuais. Basta que se tenha muito bom humor e nada pra fazer, além de uma boa dose de insônia.

Já que o tema é esse e, às 2:20 da manha eu fico meio saudosa, me sinto no direito de dizer aos meus amigos (como se eles já não soubessem) que, mesmo longe, eu “tô aqui pra o que der e vier”, e que a saudade é um estado momentâneo pelo qual passaremos e nos orgulharemos imensamente em contar para os netos.

Ao meu grande amigo (e irmão de malandragem) Luiz Romário, eu agradeço pela sugestão.


P.S.: Espero que não se importe, Heldinho... era muito tarde para pensar em direitos de autor, então usei a imagem!!

2 comentários:

  1. Não me envergonho de ser covarde e chorona, mas devido à hora e a prova de logo cedo não poderei comentar aqui muitas coisas sobre amizade, sob risco de as lágrimas rolarem e o sono me vencer... Mas um aspecto quero deixar bem claro para que as pessoas entendam o que é a amizade que você trata neste post: ela é o que leva uma pessoa que ama o seu sono a ficar acordada até esta hora da madrugada, para que a amiga não caia no sono e consiga uma nota lastimável na prova de IED.
    Os amigos são para todos os momentos, não se intimidam diante das imperfeições do outro e por isso são para sempre. Te amo.
    Obs. A título de esclarecimento, eu sou a que estuda, você a que abre mão de seu sono.

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  2. É, esses laços invisíveis unem muitos sentimentos, até a mesma "depressão pós meia noite". Não vou nem ficar falando o quanto dependo dessa tal amizade, se não vou entrar numa “depressão pós meio dia”.

    Sério, senti como se eu tivesse escrito esse texto.


    "Vai ter sempre alguém pra receber, fazer o seu jantar, deitar no seu sofá... "

    Só pra não perder o costume!
    ;*

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