segunda-feira, 31 de maio de 2010

A arte manifestada

Trilha sonora é fundamental. Tudo o que tem graça adquire mais graça ainda se estiver acompanhado por uma boa música. NOTA: destaque para o adjetivo “boa”.

Me pediram para falar de música, a antiga e a atual... a idéia era falar sobre o tempo em que a letra tinha significado, o cantor, emoção, e a melodia, sensibilidade... a época em que a música era o resultado junção, quase o casamento, de poesia e melodia... enfim, a época em que os casais, ao dançarem, ofereciam um ao outro momento de envolvimento entre si e com o som, e não uma demonstração explícita de seus mais baixos desejos carnais.

Na verdade eu não acho que isso tenha mudado... o que mudou foi que as pessoas começaram a chamar de música qualquer barulho produzido por um teclado de baixa qualidade que tenta, sem sucesso algum, imitar o som de outros instrumentos, pensar que se pode ganhar dinheiro com isso e, ainda pior, conseguir, porque há uma legião de desorientados que dançam “até o chão” embalados por esse “som”.

Música, minha gente, é a leveza primaveril de Vivaldi em "Primavera", é a poesia de Chico, na sua própria voz em dueto com Maria Betânia em “Sem Fantasia”, é a obra de Caetano que expressa toda a sua “baianidade” em cada canção que faz. Música é o resultado do encontro de Ebér, Junior e Vinicius com a flauta, de Jeciana e Júnior com o cello, de Vinícius com o piano, de Clair e Lana com o violino, de Dengue com a guitarra, de Lucas, Subby, Binho e Pedro com o violão, de Binho (e outros amigos novos) com a gaita, e de Tio Mário com quase todos esses instrumentos. Enfim, música é aquilo que alegra os ouvidos, estimula o pensamento e aquece a alma.

Lucas Marinho (o Preto), valeu aí pela "batata quente". Espero que goste! :*


P.S.: Desenho (furtado, mais uma vez) de Hélder Silva, o talentoso!

terça-feira, 25 de maio de 2010

O perdido direito


A liberdade é um direito que a gente faz a maior briga para conquistar... e tudo isso só para depois ter “o gostinho” de abrir mão em favor do primeiro motivo mais insinuante que passar (perder-se, e prender-se, são coisas imensamente atrativas). O mais preocupante é: todo mundo sabe disso e ninguém faz nada pra impedir.
De todas as liberdades que existem, a que mais me atrai é a de credo (de todo tipo, não somente o religioso). Não porque seja da opinião de que “deixe ele, coitado, se quer acreditar...”, mas porque prefiro que não se proponha a discussão de assuntos indiscutíveis, e que não se meça importâncias imensuráveis.

Há outras liberdades que também são por demais atrativas: a de expressão, a de ir e vir (essa tão séria, que chega a ser prevista por lei), a de visão política, a de escolha (expressão redundante, em minha opinião), e tantas outras. Dentre essas, ganha destaque a de amar. Porque o amor não é algo treinável (nem tampouco previsível), e uma coisa assim não cabe em um espaço menor que aquele compreendido pela liberdade, e também porque, por mais que se tente suprimir o amor, ele desrespeita as regras e ponto final.

Por falar em “ponto final”, é isso, galera! A liberdade é o “poder” de fazer a vida ter graça, independente do que aconteça depois, porque, pior do que se arrepender do erro é se arrepender da desistência (sim, eu também sei ser clichê!).


Agradecimentos à Marciele, minha “parceira em segundo grau”. Valeu pela sugestão, flor!

sábado, 22 de maio de 2010

Ao vão questionamento


Não gosto de generalizações. Essa história de "8 ou 80", em minha opinião, é uma mera desculpa para gestos extremados que frequentemente vêm acompanhados de arrependimentos e pedidos de desculpas. Acho que há sempre (ou na grande maioria das vezes, pelo menos) um “meio-termo”, e que ele é sempre a solução mais sábia... ou, na pior das hipóteses, a menos ignorante.

O fato é que as escolhas sempre nos causam grandes revoluções internas (falo das mais importantes, que carregam consigo certa relevância), e que estas, geralmente não resultam em um produto melhor, se comparado ao que resultaria caso a tempestade não fosse criada.

Entre desesperar-se e manter-se alheio, fazer-se calmo e analisar. Entre a eterna dúvida e a sumária execução, a adaptação e o auto-conhecimento. Finalmente, entre ser protagonista e ser coadjuvante... aqui, sem dúvida, ser protagonista (nada contra os coadjuvantes das telas, na vida é diferente!): tomar as rédeas, ponderar (ou não), escolher. Não esquecer que nem sempre a intuição falha e que ela, por vezes, só antecipa um final a que fatalmente se chegará, apenas oferecendo-nos um caminho mais curto (a que nós, frequentemente viramos as costas).

Depois de escolhido, manter... não de forma a tornar uma “questão de honra”, mas para que não haja em vc, dúvidas de sua própria inteligência e capacidade de discernimento. Agir é conseqüência... não menos importante que a escolha, apenas menos poética e sublime.

Pelo tema mais que desafiador, que me fez pensar durante vários dias, e por todo o resto, agradeço a Maristela Almeida (Tekinha), sem a qual já nem me imagino mais, eu acho!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Uma pausa pro sentimentalismo: o amor merece ser escrito

Declarações não são meu forte, mas a pessoa merece e eu me vejo na obrigação de escrever o que há muito eu sinto como sendo parte de mim.

As datas não me servem, sabe!? Na verdade servem: servem para que eu as esqueça e seja perpetuamente condenada por isso. Mas nesta data será diferente. Isso de “ser o primeiro a parabenizar”, e chegar ao extremo incomodo de ligar à 00:00 para dizer algo que poderia perfeitamente esperar pelo Sol para ser dito é por demais comum... e eu não quero ser comum (não para o dono do dia de hoje). Assim, esperando que nenhum outro sem-o-que-fazer esteja até essa hora vadiando na internet sem ter feito ainda os votos de parabéns, darei inicio à minha intenção de ser a última a fazê-lo.

Não consigo explicar como aconteceu, mas o fato é algo de misterioso (talvez essa tal “ironia do destino” que, coitada, leva a culpa de tudo o que não possui explicação), nos mostrou um ao outro e nos tornou tão rápida e definitivamente conhecidos, amigos, namorados e finalmente algo mais, que de tão sublime, dispensa até os nomes, que talvez só servissem para ferir com seus rótulos a beleza do sentir.

Ah, sem mais explicações, direi o que realmente me trouxe aqui: o que eu quero é expressar meu desejo de que tudo dê certo... de que além de realizado, você seja feliz e que, além de feliz, você esteja por perto (porque o meu lado egoísta pede que você não se afaste). Espero que nada seja fácil porque só assim haverá orgulho pleno em sua voz, ao relatar aos seus (ou talvez nossos) netos, a história de sua vida. Finalmente desejo que nada perca a graça em acontecer, e que haja sempre um novo sopro de ânimo e de alegria em toda nova tarefa que se apresentar.
Se, após duas décadas de vida, a luz que você irradia não se abrandou, mesmo que minimamente, eu não acredito que isso ocorrerá um dia e, por isso mesmo, desejo que esse estado de “vivência” não se acabe enquanto houver motivos para abrir os olhos todas as manhãs. Assim, sem mais considerações, eu termino por aqui esse texto (um tanto sentimental, admito), reafirmando que eu nunca te deixarei em paz.

Pretinho, meus parabéns. Perdoe a distância que eu gostaria imensamente ver dissipada, ao menos por tempo suficiente para um abraço. Lembre-se de que eu te quero muito bem!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sobre o que não poderia faltar!



Amigo que é amigo fala assim, ó: “quer um tema? Fala de amizade”. Como se fosse fácil, né?! Por isso mesmo é que eu gosto dos meus amigos!

Brincadeiras à parte, preciso admitir a minha total dependência com relação aos amigos. Mesmo aqueles que estão longe agora parecem exercer uma tal influência na minha vida, que eu prefiro “gastar” todas as minhas horas de folga plantada em frente ao computador conversando com eles, a fazer qualquer outra atividade menos sedentária e mais... humana, por assim dizer (espero que isso seja ao menos minimamente normal).

Antes de me tornar por demais nostálgica (esse é um péssimo hábito que aflora de mim sempre que o tema é amor), digo logo que amigo de verdade não tem frescura e nunca é visita: se não tem cadeira, azar... sente no chão se quiser (ou vá à procura de uma pela casa); se ficou tarde, “fora daqui, eu quero dormir e pronto”. Isso até pareceria meio rude, não!? Mas quem é gentil o tempo todo!?

O gosto por amizades “moleque” sempre fez parte de mim. E as relações assim são as melhores e mais duradouras... é muito chato ter que sorrir sempre, fazer sala sempre e achar tudo sempre divertidíssimo. Prefiro a convivência em seu sentido completo, com dias completamente ensolarados, em que tudo é festa, e também com os dias nublados, nos quais, quer um conselho? Me deixa!

Descobri agora um novo tipo de amizade: a amizade perdida (tenho ótimos exemplares em casa... e na terra natal). Nessa relação, “tudo o que obviamente não presta” é o que mais interessa e, inclusive provoca gargalhadas despropositadas à 1:30 da manha. Nessa modalidade de relacionamento há espaço para presenças tanto físicas quanto virtuais. Basta que se tenha muito bom humor e nada pra fazer, além de uma boa dose de insônia.

Já que o tema é esse e, às 2:20 da manha eu fico meio saudosa, me sinto no direito de dizer aos meus amigos (como se eles já não soubessem) que, mesmo longe, eu “tô aqui pra o que der e vier”, e que a saudade é um estado momentâneo pelo qual passaremos e nos orgulharemos imensamente em contar para os netos.

Ao meu grande amigo (e irmão de malandragem) Luiz Romário, eu agradeço pela sugestão.


P.S.: Espero que não se importe, Heldinho... era muito tarde para pensar em direitos de autor, então usei a imagem!!

domingo, 16 de maio de 2010

O irônico fim.



Será por demais fúnebre falar de morte? Bem, sugestão é sugestão e eu vou tentar... mas antes, preciso expor aqui uma dificuldade em falar de morte: a falta de experiência no assunto.

Na verdade, isso não é uma reclamação, eu me considero imensamente feliz com a minha condição de vivente, e sou da opinião de que ela deva perdurar por muitos anos ainda. O “x da questão” aqui é que tudo o que um vivo pode falar sobre morte, já foi dito, e hoje em dia até ser clichê já é clichê.

Acabada a sessão desabafo, principiemos a conversa.

Não acredito que a morte seja o fim... não é possível que seja, porque todo mundo, independente da religião ou de qualquer disposição psicológica, tem uma teoria para o que acontece quando morremos. Assim fica difícil, né?! Em minha opinião, o único resultado que se obtém ao pensar em morte é vê-la cada vez mais próxima, sem que se tenha aproveitado direito o tempo durante o qual ela se manteve distante.

Aproveitando que, como se diz por aí, “a única certeza da vida é a morte”, pensemos em outras coisas menos definitivas, e nos ocupemos com coisas diferentes das que fatalmente acontecerão.

Outra forma muito comum sob a qual as pessoas adoram perder seu precioso tempo é pensar em como gostariam de morrer... o que elas não entendem é: ninguém pediu sua opinião, quando chegar a hora, já foi! Ou será que acham que alguém escolhe morrer de uma forma lenta e dolorosa?!

Deixando de lado também a carnificina, eu me despeço por aqui, para não incorrer em nenhum dos “erros” citados acima, e para não me tornar enfadonha. Agradeço ao novo e (já) grande amigo Thiago Ferreira, pela sugestão do tema... foi um desafio por demais divertido!!

sábado, 15 de maio de 2010

Com as cartas na mesa!

Comecemos com sinceridade: não sei escrever livremente. Talvez devido à quantidade de aulas de redação a que fui obrigada a estar presente, ou pelo simples fato de ser totalmente incapaz de pensar em coisas sobre as quais vale a pena escrever. Enfim... o fato é que preciso de sugestões.
Sendo assim, e considerando que ninguém é mais indicado a sugerir temas que os próprios leitores, decidi que este blog seria como um mosaico de influências: seria construído pelos visitantes, que, convidados a participar pela recomendação de assuntos sobre os quais gostariam de ler, me resolveriam então o problema do “sobre o que” escrever. Eu prometo tentar.

As regras são as seguintes:
  1. Qualquer pessoa pode apresentar sugestões e sob qualquer forma: palavras, frases, imagens, etc.
  2. As sugestões podem ser enviadas por e-mail, Orkut, formspring, ou deixadas como comentário no post mais recente.
  3. Os temas repetidos serão creditados à primeira pessoa que os sugerir.
  4. Ao indicar um tema, o leitor autoriza automaticamente a exposição de seu nome nos créditos. Caso queira, pode deixar o nome e sobrenome (ou apelido), como gostaria que aparecesse no texto, para que seja feita a creditação.
P.S.: Espero não decepcioná-los!