Trilha sonora é fundamental. Tudo o que tem graça adquire mais graça ainda se estiver acompanhado por uma boa música. NOTA: destaque para o adjetivo “boa”. Me pediram para falar de música, a antiga e a atual... a idéia era falar sobre o tempo em que a letra tinha significado, o cantor, emoção, e a melodia, sensibilidade... a época em que a música era o resultado junção, quase o casamento, de poesia e melodia... enfim, a época em que os casais, ao dançarem, ofereciam um ao outro momento de envolvimento entre si e com o som, e não uma demonstração explícita de seus mais baixos desejos carnais.
Na verdade eu não acho que isso tenha mudado... o que mudou foi que as pessoas começaram a chamar de música qualquer barulho produzido por um teclado de baixa qualidade que tenta, sem sucesso algum, imitar o som de outros instrumentos, pensar que se pode ganhar dinheiro com isso e, ainda pior, conseguir, porque há uma legião de desorientados que dançam “até o chão” embalados por esse “som”.
Música, minha gente, é a leveza primaveril de Vivaldi em "Primavera", é a poesia de Chico, na sua própria voz em dueto com Maria Betânia em “Sem Fantasia”, é a obra de Caetano que expressa toda a sua “baianidade” em cada canção que faz. Música é o resultado do encontro de Ebér, Junior e Vinicius com a flauta, de Jeciana e Júnior com o cello, de Vinícius com o piano, de Clair e Lana com o violino, de Dengue com a guitarra, de Lucas, Subby, Binho e Pedro com o violão, de Binho (e outros amigos novos) com a gaita, e de Tio Mário com quase todos esses instrumentos. Enfim, música é aquilo que alegra os ouvidos, estimula o pensamento e aquece a alma.



